Comissão de Residência Médica (COREME) da Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba - Estado de São Paulo. Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Ortopedia e Traumatologia, Radiologia

Pediatria


Supervisora: Dra. Nathalia de Oliveira Cardoso
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Formada pela pela Universidade do Vale do Sapucaí
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Residência Médica em Pediatria e em Neonatologia na Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba
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Docente do curso de Medicina do UniSalesiano
Preceptores:
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Camila Barcellos Otoboni
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Denis Jose Rosa
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Gabriele de Cássia Pereira Spessotto
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Jose Alejandro Martinez Cali
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Leticia de Oliveira Cardoso
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Lidiane Trevisan de Souza
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Marco Antônio Alvim de Oliveira
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Mirela Fink Hassan Rufato
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Nathalia de Oliveira Cardoso
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Samara Geovana Machado Dranca



A residência em pediatria
Objetivos gerais
O Programa de Residência Médica em Pediatria, locado na Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba, apresenta como objetivos gerais:
• Formar Pediatras que prestem assistência integral ao ser
humano em crescimento e desenvolvimento;
• Que sejam capazes de buscar conhecimentos, transformando-os em ações de promoção e restabelecimento da saúde;
• Capazes de reproduzir estes conhecimentos na sociedade;
• Capazes de trabalhar em grupo, de forma organizada e eficiente.
O Programa será desenvolvido em 2 anos, com metodologia ativa com grau de complexidade crescente, visando criar conceito de educação médica permanente, dentro do contexto ético, legal e técnico de alto nível.
Objetivos intermediários
a) Primeiro ano (R1): Ao final do primeiro ano o médico residente deverá estar apto a:
• Promover a integração dos conhecimentos básicos e clínicos para avaliar e orientar o processo normal do crescimento e desenvolvimento na infância e adolescência;
• Reconhecer a importância das condições ambientais, psicológicas e socioculturais no atendimento de crianças e adolescentes;
• Valorizar o aleitamento materno e o vínculo mãe-filho para o crescimento e desenvolvimento;
• Compreender os conceitos de atenção primária, atenção secundária e atenção terciária nos sistemas de saúde e o sistema de referência e contra-referência;
• Atender o recém-nascido e acompanhá-lo no alojamento conjunto e berçários;
• Diagnosticar e tratar completamente as doenças mais frequentes na infância e adolescência, sabendo distinguir sua gravidade para indicar o nível de complexidade adequado ao seu atendimento;
• Reconhecer as causas mais comuns dos acidentes na infância e a sua prevenção;
• Atuar na promoção da saúde e prevenção de doenças, valorizando o Programa Nacional de Imunizações;
• Valorizar o trabalho em equipe multidisciplinar para a abordagem adequada dos casos mais complexos;
• Desenvolver plano de tratamento levando em conta o custo/efetividade;
• Desenvolver habilidade para comunicar e aconselhar pacientes/responsáveis sobre indicações, contraindicações e complicações de procedimentos propostos no plano terapêutico;
• Conhecer o código de ética;
B. Habilidades e atitudes:
• Executar anamnese pediátrica, exame clínico completo, incluindo medidas antropométricas e psicomotoras;
• Executar orientação alimentar adequada para a criança e o adolescente normais, levando em consideração as suas condições de vida;
• Orientar as vacinas de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações, levando em conta suas indicações, contraindicações e eventos adversos;
• Orientar adequadamente a prevenção de acidentes na infância, de acordo com cada faixa etária;
• Executar o atendimento ao recém-nascido de baixo risco;
• Orientar as mães puérperas para os cuidados ao recém-nascido de baixo risco no ambiente hospitalar e após alta;
• Realizar o atendimento das doenças mais prevalentes na infância e adolescência, e abordar com a família suas alternativas de tratamento;
• Identificar as situações pediátricas que requeiram atendimento de urgência e suporte avançado de vida;
• Reconhecer situações que necessitem de encaminhamento para outras especialidades médicas ou para atendimento pediátrico especializado;
• Identificar e criar oportunidades para a promoção da saúde e prevenção de doenças do indivíduo e da comunidade em que presta serviço, e responder apropriadamente;
• Demonstrar responsabilidade no cuidado dos pacientes a si designados, dedicando a eles o tempo e esforço necessários;
• Demonstrar respeito à autonomia e privacidade dos pacientes e seus familiares;
• Fomentar uma relação de respeito e empatia com os pacientes e seus familiares, sem perder a postura profissional;
• Interagir de forma adequada com os demais profissionais de saúde: outros residentes, médicos assistentes, médicos de outras especialidades, outros profissionais de equipe multidisciplinar e funcionários dos outros serviços de saúde;
• Interagir com outros recursos da comunidade, como escolas e creches para promover orientações de saúde;
• Participar das questões desafiadoras da atenção, em situações difíceis como comunicação de más notícias/morte;
• Participar ativamente das discussões em visitas clínicas, apresentar verbalmente, de maneira efetiva, relatórios de um atendimento clínico ou plano de conduta;
• Administrar o tempo para equilibrar suas atividades educacionais e assistenciais;
• Priorizar adequadamente as tarefas diárias de muitos pacientes e problemas;
• Acessar e interpretar as evidências científicas relevantes à prática clínica;
• Preencher, de forma organizada e compreensível, o prontuário médico; • Ser capaz de realizar: Punção venosa periférica para acesso e coleta de exames; Punção arterial para coleta de exames; Sondagem vesical; Sondagem nasogástrica; Punção lombar para coleta de líquor; Punção torácica; Reanimação em sala de parto para recém-nascidos de baixo risco;
b) Segundo ano (R2): Ao final do segundo ano o médico residente deverá estar apto a:
• Integrar os conhecimentos necessários para avaliar o processo de crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, com especial atenção aos grupos vulneráveis;
• Integrar os conhecimentos para a adequada compreensão dos determinantes biológicos, psicológicos e sociais dos distúrbios nutricionais;
• Valorizar a saúde materna como um determinante da saúde do feto e do recém nascido;
• Integrar os conhecimentos para a utilização racional dos métodos laboratoriais para diagnóstico e acompanhamento de tratamento das doenças mais prevalentes em pediatria;
• Integrar os conhecimentos para a utilização racional dos métodos de imagem para diagnóstico e acompanhamento de tratamento das doenças mais prevalentes em pediatria;
• Compreender a importância da biologia molecular e da genética aplicadas à pediatria, integrando os conhecimentos para a determinação de doenças na faixa etária pediátrica;
•Compreender a importância da prevenção na infância das doenças prevalentes no adulto;
• Desenvolver conhecimentos para diagnosticar e tratar os problemas mais frequentes de saúde mental na infância e adolescência;
• Integrar conhecimentos e habilidades no manejo de cuidados paliativos e final de vida (morte encefálica, dependência de VM, atestado de óbito...); • Reconhecer situações que requeiram encaminhamento ao Serviço Social e/ou Conselho Tutelar e/ou Vara da Infância e da Juventude;
• Reconhecer situações em que seja necessário recorrer ao Comitê de Ética da instituição;
B. Habilidades e atitudes:
• Prestar atendimento global ao recém-nascido normal e de risco, em sala de parto e berçário;
•Executar o atendimento de crianças e adolescentes em unidades de urgência e emergência;
• Acompanhar e conduzir o tratamento clínico no pré e pósoperatório de pequeno e médio porte em crianças e adolescentes;
• Acompanhar e avaliar pacientes internados em enfermarias com doenças de média e alta complexidade, e em unidades de emergência ; • Realizar o atendimento de crianças internadas em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica;
• Prestar atendimento integral à saúde do adolescente;
• Estar capacitado a fornecer orientação e aconselhamento ao paciente e seus familiares relativamente aos diagnósticos, opções de tratamento, complicações e prognóstico das doenças mais prevalentes em pediatria, incluindo cuidados paliativos;
• Expor à criança e aos seus familiares, de forma verdadeira e compreensível, as indicações dos procedimentos necessários ao atendimento, explicitando seus riscos e benefícios, e discutindo as eventuais evoluções desfavoráveis;
• Participar dos processos educativos dos pacientes e de seus familiares em relação às questões de saúde mais prevalentes;
• Demonstrar interesse, compaixão, respeito e responsabilidade pelo cuidado do seu paciente e cuidadores, acima de seus interesses próprios; • Garantir cuidados apropriados ao paciente terminal;
• Reconhecer a comunicação como habilidade clínica essencial para o profissional de saúde;
• Respeitar privacidade e autonomia do paciente, assim como a confidencialidade das informações compartilhadas;
• Estar atento e responsivo a sinais não verbais;
• Transmitir informações ao paciente, aos seus familiares e demais profissionais, de maneira humana, compreensível e que estimule a discussão e a participação no processo de decisão;
• Reconhecer suas próprias limitações quanto à expertise clínica através da auto avaliação.
• Executar os seguintes procedimentos: Obtenção de acesso venoso central por técnica de Seldinger em veia jugular interna, veia subclávica e veia femoral; Intubações oro e nasotraqueal; Passagem de agulha intraóssea; Manobra completa de reanimação cardiorrespiratória; Punção supra-púbica; Cateterização de artéria e veia umbilicais; Habilidades nos cuidados com ostomia (traqueostomia, gastrostomia); Instalar Ventilação Não Invasiva (VNI).
c) Terceiro ano (R3): Ao final do terceiro ano o médico residente deverá estar apto a:
• Liderar a equipe de saúde no atendimento ao recém-nascido, à criança e ao adolescente;
• Integrar os conhecimentos necessários para compor, com os dados obtidos pela anamnese, exame físico, exames subsidiários e condições de vida do paciente, um raciocínio clínico e uma programação terapêutica e de orientação, com base na melhor evidência disponível, para as doenças do recém-nascido, criança e adolescente, atuando com resolutividade na atenção primária e secundária;
• Reconhecer crianças e adolescentes com doenças complexas e encaminhá-las corretamente através do sistema de referência disponível na região;
• Acompanhar crianças e adolescentes com doenças crônicas, segundo plano terapêutico pré-estabelecido, mantendo diálogo com o especialista;
• Integrar os conhecimentos para compreender os determinantes sociais da violência contra crianças e adolescentes;
• Promover a integração dos conhecimentos para compreender os determinantes sociais do uso de drogas na adolescência;
• Integrar equipe e participar do atendimento em Hospital Dia;
• Integrar equipe e participar do atendimento ao trauma;
• Desenvolver a capacidade de manter-se atualizado, buscando material adequado para aprendizagem constante;
• Ler criticamente um artigo científico;
• Interpretar adequadamente os exames laboratoriais e de imagem nas crianças e adolescentes;
• Acompanhar e conduzir o tratamento clínico no pré o pós-operatório em recém nascidos, crianças e adolescentes;
• Reconhecer, notificar e acompanhar a evolução dos casos de vitimização de crianças e adolescentes;
•Reconhecer, acompanhar e, se for o caso, dar encaminhamento os adolescentes em uso de drogas lícitas e ilícitas;
• Atender plenamente as situações de urgência e emergência e indicar criteriosamente internação em Unidade de Terapia Intensiva para todas as faixas etárias pediátricas;
• Realizar e monitorar sedação e analgesia em procedimento;
• Reconhecer e tratar os problemas mais prevalentes de saúde mental e distúrbios do comportamento;
• Correlacionar seu raciocínio clínico com as características psicológicas, ambientais e sociais dos casos sob seu cuidado;
• Reconhecer as crianças e adolescentes em situação de risco e conduzir o encaminhamento necessário;
• Coordenar e liderar situações em que seja adequado discutir a introdução de cuidados paliativos e terminais;
• Participar, junto com a família e o restante da equipe multidisciplinar, da discussão de eventual morte de um paciente e oferecer apoio ao luto da família;
• Participar, quando necessário, do encaminhamento de pacientes e seus familiares a grupos de suporte multidisciplinar e entidades de apoio, como associação de pais.
• Estar capacitado a: Instalar Ventilação Mecânica Invasiva; Liderar o grupo de reanimação; Estar habilitado em sedação e analgesia para pequenos procedimentos.
Fonte: RESOLUÇÃO Nº 1, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2016
